sexta-feira, 12 de junho de 2009

O QUASE( Luís Fernando Veríssimo)
Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

ESPERO QUE GOSTEM.....
$...Rafinha...$

Ilusão

Muitos me olham e me chamam de boba por te amar!
Te amar foi bom, legal ou talvez uma simples ilusão
Te amar é como um conto de fadas, sei onde começa,
mas não sei onde terminará.
Eu te amei, me entreguei, dei meu melhor
e a única coisa que você fez foi brincar comigo.
Talvez um dia você lembre daquela menininha que tanto te amou!
Sabe?! Aquela que você fez chorar e que muito sofreu por você.
Sei que vai olhar pra trás e se arrepender
e muito chorar por tudo de ruim que me fez,
vai emplorar meu perdão, talvez eu até te perdoe
Mas jamais conseguirá apagar as feridas do meu coração,
pois nele ainda existirá cicatrizes.
Escrito por : Vivianne Cristina

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Quarto das Causas

Eu crio idéias
No canto de um quarto
Reflito histórias do passado

Com causas, assuntos
Mentiras, verdades
Faço, escrevo, conto e relato
Procuro até distorcer os fatos

Crio poemas
Para me expressar
Sobre amores, histórias
Tudo o que calhar

No canto de um quarto é onde descubro o amor
O canto foi o relato de tudo o que se passou

Problemas Causas
Penas e dilemas
Coisas que pra mim valem a pena.

Luiz Felipe Ribeiro

terça-feira, 2 de junho de 2009

AS SETE MARAVILHAS DE PARAISÓPOLIS

Foram tiradas algumas fotos da comunidade. Antes delas eu não valorizava a comunidade como ela merece. Mas depois de tirar as fotos eu pude perceber o quanto a comunidade é bonita e tem várias atrações. A casa do Estevão é uma obra de arte que temos em nossa comunidade. A pista de SKATE é uma boa opção de lazer que quase não é conhecida dos moradores e o CEU que ficou lindo de se ver. A fotografia me deu esse prazer de conhecer e valorizar o que a minha comunidade tem a oferecer e pricipalmente lutar para trazer mais melhorias para minha comunidade.
Carol Teixeira

Martha (Carta de uma apaixonada)

Meu coração bate forte quando te vejo, não sei se é amor ou simplesmente desejo. Só sei que fico sem ação, sinto muita emoção quando pega em minha mão.

Vou tentar descobrir o porquê fico assim quando estou junto a ti. Desconfio que seja amor, mas pode ser paixão. Você sabe dizer? Por que eu não sei não.

Quando me beijou pela primeira vez senti algo inexplicável. Para você poderia ser somente mais um beijo, mas para mim foi o melhor, o que eu mais esperava, o que eu mais ansiava receber. Para você posso ser somente uma criança, mas criança eu sei que não sou. Posso ser criança na idade, mas sou adulta no amor.

O amor é um sentimento bem difícil de entender, às vezes até confundo o amor com a paixão. O amor vem como brisa, acalma o coração, entra logo em nossas vidas e é impossível dizer não. A paixão é mais doída, ela entra nas nossas vidas e sai sem deixar explicação, deixando ferido o coração.

Mas na verdade não sei o que sinto por você, nenhuma palavra ainda consegui para descrever, agora é outro problema que vou tentar resolver.

Thaline

Todo poder às crianças!

Há nas crianças
Algo que me intriga
Tantas vezes brincam
E fazem as pazes
Facilmente fazem amizades
Dizem sempre a verdade
Vira e mexe uma nova traquinagem.

Mas quanta inocência há nestas crianças
Criaturas esplêndidas
Espertas até demais
Querem tudo descobrir
Vivem a discutir
Estão sempre a sorrir
Nunca param de ir e vir.

Não existe adulto
Mais inteligente que criança
Mas haja paciência
Em suas cabeças, há ciência,
Conclusões, façanhas,
Chantagens, manhas,
Manias e artimanhas.

Estas crianças levam em si
O amor verdadeiro
A vida, a esperança...
Prazer em viver a infância
Brincar, correr, dançar...
Sonhar...

Por isto digo...
Protejam nossas crianças
Não deixem que percam sua infância
São seres exemplares
Que apesar da pouca idade
Tem muito a nos ensinar.

Todo poder às crianças
Pois nelas existe verdade
A elas pertence a chave
Da entrada e da saída
E carregam junto a elas
O segredo desta vida.

Elaine Braga

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Paraisópolis...

...Aos olhos de uns é apenas uma favela cheia de bandidos perigosos, mas aos olhos de outros uma comunidade pobre no meio de um bairro nobre de São Paulo, como o Morumbi.

Uma comunidade cheia de oportunidades, lugar de pessoas de bem que saem de suas casas cedo para ir ganhar o pão de cada dia para sua família.

Aqui existem muitas coisas boas, mas como em qualquer outro lugar não deixa de ter o lado ruim e depende de cada pessoa seguir esse lado escuro da vida ou não.

Um dia desses, eu estava na perua (“lotação”) com minhas amigas, estávamos voltando da escola e começamos a conversar com um homem. Papo vai e papo vem e ouço ele dizer que “quem mora na favela, no caso em Paraisópolis, não tinha futuro”. No mesmo instante em que ele terminou a frase, eu cheguei nele e falei: “não é só porque moramos em uma favela que não podemos ter futuro”, então minha amiga completou dizendo que “estamos estudando para ter um futuro, para ter um trabalho bom”.

Por isso eu quero estudar. Não é só para ter um futuro bom, mas também para quando eu estiver no topo virar para uma pessoa dessas, que fala quem mora na favela não tem futuro, e responder: “olha aqui, eu já morei na favela”. E mudar esse preconceito que as pessoas têm com quem mora na favela. Para mim, não existe a palavra “favela”, é um termo muito pesado, existe sim “comunidade”.

Para mim, Paraisópolis está no topo do lugar mais seguro de São Paulo. Sem dizer as oportunidades que os jovens têm aqui dentro, existem várias ONGs, projetos, trabalhos, etc.

Aqui eu vivo em paz, não tenho medo de andar nas ruas, também tenho orgulho de fazer parte de um lugar que aos poucos está melhorando. Aqui vivem pessoas felizes, adoro ver as crianças brincando, correndo.

É muito gratificante ver que o povo está se esforçando mais para a comunidade se tornar um lugar que sirva de exemplo para outros. Mas isso tudo está só no começo, vamos correr atrás do que é nosso e nos orgulhar um dia de Paraisópolis.

Edilane de Deus

Gente como a gente...




A galera da organização Monte Azul veio visitar a galera da Oficina de Comunicação. O papo rolou até altas horas: falamos de como fazer um jornal, dos trabalhos que cada um desenvolve, de mercado de trabalho, escola, imprensa, comunidade... Só faltou mesmo o Serginho recitar um de seus poemas. Vamos cobrar da próxima vez!




quarta-feira, 15 de abril de 2009

Pesquisando...


Quinta (9/04) e terça (14/04) foram dias de pesquisa. Saímos na comunidade para descobrir quais são “As Sete Maravilhas de Paraisópolis”. Primeiro, fizemos uma lista com 11 sugestões e, a partir destas, serão eleitas 7, de acordo com o voto dos moradores de Paraisópolis. Nos dois dias, cem pessoas foram entrevistadas. Descobrimos muitas coisas interessantes e curiosas, além da rica experiência de conhecer um pouco mais sobre o que pensam os moradores da nossa comunidade. Alguns relatos da experiência:

“Paraisópolis é uma comunidade cheia de alegria e coisas bonitas, por isso resolvemos sair pela comunidade para fazer uma pesquisa, mostrando nossas maiores "riquezas". Achamos 7 eleitas pelos próprios moradores da comunidade. Algumas pessoas até deram sugestões, algumas eram estranhas outras interessantes. A maioria dos moradores disse que antes da polícia era melhor, que até saberiam dizer melhor quais eram 'As Sete Maravilhas de Paraisópolis'. Encontrei uma mulher que não tinha medo de falar o que queria e queria fazer algo pelo povo”. (Marcos)
“Ao entrevistar as pessoas foi possível ver a falta de conhecimento dos moradores dentro de sua própria comunidade. Foi uma experiência muito importante para nossa maior interatividade com a comunidade. O que foi muito legal foi a diversidade de cada pessoa...iguais em seu modo de pensar e diferentes no de agir...Também é interessante dizer que entrevistamos várias pessoas de faixas etárias diferentes”. (Vaneza)

“A maioria dos entrevistados conhecia todos os lugares. Alguns riram quando mencionei a frase “As Sete Maravilhas de Paraisópolis”, porque eles achavam que não tinha. Não gostei de entrevistar uma senhora, porque, além de não conhecer muito a comunidade, só falou coisas ruins. Acho que as pessoas conhecem bem a comunidade, mas nunca pararam para pensar: ‘nossa, que coisa interessante esses lugares’. Entrevistei pessoas que falaram que gostam de morar aqui em Paraisópolis, já outros falaram que, se pudessem, saiam daqui naquele momento”. (Yara)

“Uma mulher falou que em Paraisópolis não tem nenhuma maravilha, que a única que tem são os filhos dela. Teve uma mulher que conhecia todos os lugares sugeridos para a votação, mas a maioria não conhecia todos os lugares”. (Thais)

“Muitos entrevistados ficaram desconfiados com a entrevista pelo fato de não conhecerem nosso trabalho, o jornal, etc. Há certos lugares que as pessoas davam maior preferência e vários entrevistados não sugeriram lugares novos (além do que sugerimos)”. (Rafael)

"O mais legal foi nós, jovens da Oficina de Comunicação, sairmos pelas ruas da comunidade e sabermos a opinião e sugestão de cada morador sobre as 7 Maravilhas de Paraisópolis" (Vivianne Cristina)

Bate-papo com André Bueno

André Bueno é fotógrafo e também educador da ONG Um Olhar, que ensina aos jovens a arte da fotografia. Além da parte técnica, o projeto também tem o objetivo de incentivar o olhar crítico dos jovens, mostrar o cotidiano da periferia através do olhar dos próprios moradores e contribuir para a valorização e preservação da memória artística e cultural periférica na Zona Sul de São Paulo. André visitou nossa Oficina de Comunicação e deu vários toques sobre fotografia.

"O mais importante na hora de fotografar é a sensibilidade, a fotografia parte do olhar de quem está tirando a foto. É legal também tentar entender o porquê daquela foto, seja para fotografar a família ou qualquer outra coisa. Afinal, a foto tem o poder de passar informação e, além disso, pode preservar a história, a memória de lugares e pessoas. Pode denunciar algo de errado, pode exaltar uma situação".

Para quem está começando a se aventurar nesta arte, como nós que vamos clicar "As Sete Maravilhas" da comunidade em breve, a dica do André é "olhar os quatro cantos antes de tirar a foto e assim estudar o enquadramento".